1788
Eleuthère Irénée du Pont de Nemours, aos 16 anos, trabalha como aprendiz de químico no laboratório de Antoine Lavoisier, em Essone, França. O jovem du Pont ganha rapidamente experiência na manufatura de pólvora.
1800
1802
Após mudar-se da França para Delaware, E.I. du Pont compra uma propriedade em Brandywine River e inicia a construção de sua própria fábrica de pólvora, a Eleutherian Mills, em 19 de julho de 1802. A companhia é capitalizada em US$ 36 mil, com 18 ações de US$ 2 mil cada uma.
1804
Em 1º de maio, du Pont inicia a produção e venda de pólvora.
1805
As primeiras exportações vão para a Espanha.
1811
A produção anual é de 204.506 libras de pólvora e as vendas brutas atingem US$ 122.006. A DuPont é o maior fabricante de pólvora da América.
1857
O neto de Eleuthère Irénée, Lammot du Pont, recebe a patente Nº 17.321 por "Melhoria de Pólvora". Sua nova fórmula de pólvora feita de nitrato de sódio é mais barata do que a tradicional pólvora de nitrato de potássio.
1861-1865
Lammot du Pont constrói uma fábrica chamada Repauno, em Gibbstown, New Jersey, para produzir dinamite, um explosivo três vezes mais potente do que a tradicional pólvora negra.
1900

1902
Quando o presidente da empresa Eugene du Pont morre, os sócios restantes decidem vender ao maior licitante. Três bisnetos do fundador - Thomas Coleman du Pont, Alfred Irénée du Pont e Pierre Samuel du Pont - compram a companhia. Os primos fazem planos para conduzir a DuPont em novas direções. Eles abrem o Eastern Laboratory, um dos primeiros laboratórios industriais do país.
1903
Considerado o segundo maior centro de pesquisa, a Experimental Station se estabeleceu próxima às antigas fábricas de pólvora em Brandywine para usar o conhecimento da empresa na química de celulose e diversificar seu produto base.
1904
A DuPont começa a ramificar-se em vernizes e outros produtos não explosivos.
Anos 10
1915-1918
Durante a Primeira Guerra Mundial, a DuPont fornece 1.5 bilhões de libras de explosivos militares às Forças Aliadas e supre a indústria dos Estados Unidos com 840 milhões de libras de dinamite e pólvora - metade do total requerido pela nação para uso em mineração e construção pesada.
1917
A DuPont entra na indústria de tingimento, antes monopolizada por empresas alemãs. A empresa monta o Jackson Laboratory e uma fábrica para a produção de materiais de tingimento em Deepwater Point, New Jersey.
Anos 20
1920
A DuPont compra o processo viscose rayon da Comptoir des Textiles Artificiels e constitui a DuPont Fibersilk Company (mais tarde, a DuPont Rayon Company).
1923
A DuPont Cellophane Co. Inc. é constituída após a DuPont adquirir os direitos de uma empresa francesa, para fabricar celofane. Quatro anos mais tarde, o pesquisador Hale Charch, da DuPont, produz o celofane à prova de umidade, transformando-o de um material de embalagem meramente decorativo em um item para embalagem de alimentos popular e eficiente. A pesquisa em filmes e vernizes propicia a produção de uma tinta automobilística nova e de secagem rápida chamada Duco, que agiliza a produção e dá ao consumidor a possibilidade de escolher a partir de uma nova gama de cores.
Anos 30

1930
Os pesquisadores da DuPont, Arnold Collins e Wallace Carothers, descobrem uma bem sucedida borracha sintética, de uso geral, o neoprene. Exatamente duas semanas mais tarde, o pesquisador Julian Hill descobre a primeira fibra sintética, uma percursora do nylon.
1934
O Haskell Laboratory of Industrial Toxicology é construído na Experimental Station. Finalizado em 1935, o laboratório inicia suas atividades com uma equipe de 20 funcionários.
1935
Os pesquisadores Gerald Berchet e Wallace Carothers descobrem o nylon, uma nova "seda sintética". Depois de anos de intensos desenvolvimento, o nylon finalmente é anunciado ao público, na Feira Mundial de 1939, em Nova Iorque.
Anos 40

1941-1945
A DuPont contribui para o Projeto Manhattan, altamente secreto, projetando, construindo e operando tanto a fábrica produtora de plutônio Hanford, em Washington, como a fábrica pilot Oak Bridge, no Tennessee. A empresa também constrói e opera para o governo a fábrica de neoprene, além de uma unidade produtora de amônia-metanol, duas de Suprimento Químico Militar e outra de produtos químicos para Marinha. A DuPont produz 4.5 bilhões de libras de explosivos militares, assim como nylon para pára-quedas e tendas, cordas e outros suprimentos militares durante a II Guerra Mundial.
1946
A produção de "nylons" foi interrompida pela II Guerra Mundial e, quando as lojas começaram a apresentar as promissoras meias finas após a guerra, as mulheres se enfileiravam para adquiri-las - às vezes em meio a fortes tumultos.
Anos 50

1952
A DuPont desenvolve o filme de poliéster Mylar®, um filme plástico, durável, excepcionalmente resistente, utilizado em diferentes produtos, desde fitas de gravação até aquelas usadas para isolamento elétrico. Novos sintéticos resistentes a rugas, do tipo "lavar-e-usar", como o poliéster Dacron® e a fibra acrílica Orlon®, ambos marcas registradas DuPont, contribuem para o espetacular sucesso do Departamento de Fibras Têxteis recentemente formado.
1958
O Departamento Internacional é aberto e a companhia começa a fazer pesados investimentos externos.
1959
É introduzida a fibra elastano da marca Lycra® da DuPont. A Lycra® pode esticar até cinco vezes o seu comprimento e voltar à forma inicial.
Anos 60

1967
Novos produtos de isolamento como o material de proteção Tyvek®, e a fibra Nomex®, marcas registradas DuPont, começam a ser produzidos. Tyvek® é resistente e durável, usado para embalagem, envelopes, banners, roupas de proteção e isolamento de construções. As fibras resistentes ao fogo Nomex® são ideais para roupas de proteção, mangueiras de alta performance e uso em altas temperaturas elétricas.
1968
O filme Riston®, marca registrada da DuPont, é comercializado, melhorando consideravelmente a produtividade de quadros de fiação impressa.
1969
É desenvolvido o material de superfície Corian®, marca registrada da DuPont. É um material não-poroso para bancadas, bacias e outros usos em construção, que resiste a manchas, arranhões e queimaduras. Neste mesmo ano o homem caminha na Lua usando uma roupa espacial de 25 camadas, das quais 23 são materiais DuPont.
Anos 70

Roupas à prova de bala produzidas com a fibra aramida Kevlar®, marca registrada DuPont, são testadas por 15 departamentos de polícia. Com uma força de tensão cinco vezes maior que a do aço, Kevlar® também prova ser adequado para o uso em cabos, cintas de reforço em pneus, cascos de barcos e carenagens de asas de aviões a jato.
Anos 80

1981
A DuPont compra a Conoco Inc., companhia de petróleo, praticamente dobrando seus ativos e rendimentos. Os US$ 8 bilhões da aquisição ficaram na lista dos maiores da história dos Estados Unidos na época.
1982
A DuPont amplia sua linha de produtos agrícolas com o desenvolvimento de Glean®, marca registrada DuPont, um dos herbicidas da nova geração que reduz custos e toxicidade.
1987
Charles Pedersen ganha o Prêmio Nobel da Química.
Anos 90

1990
A DuPont assina um contrato de sociedade com a Merck, na área farmacêutica.
1997
Como parte da estratégia da companhia de investir em biotecnologia, a DuPont adquire uma participação na Pioneer Hi-Bred International, o maior fornecedor mundial de sementes. Neste mesmo ano também adquire a Protein Technologies International, um dos maiores fornecedores de proteínas de soja.
1998
A DuPont adquire a participação da Merck na joint-venture formada pelas duas empresas. A DuPont Pharmaceuticals introduz o primeiro tratamento uma vez-ao-dia para HIV e AIDS.
1999
O FDA (Food and Drug Administration), dos Estados Unidos, aprova a petição da DuPont referente a uma reivindicação de saúde nos rótulos de alimentos, que garante a associação entre a proteína de soja e a redução de risco de doenças coronárias. Empresas de alimentos iniciam o uso da marca de soja Supro®, marca registrada DuPont, tendo como ingrediente proteínas isoladas de soja. A DuPont adquire a Herberts, a empresa de revestimentos da Hoechst. A DuPont assume 100% da propriedade da Pioneer. A Conoco deixa de receber investimentos.
Anos 2000

2000
Sorona®, marca registrada da DuPont, é o nome dado à tecnologia 3GT, a plataforma mais avançada de polímeros no portfólio de ciência da companhia. A DuPont trabalhará com um número limitado de sócios para implementar a tecnologia de fabricação de fibras de Sorona®.
2001
A DuPont vende o negócio Farmacêutico para a Bristol-Myers Squibb.
2002
A DuPont celebra seu 200º aniversário e anuncia a reestruturação global de seus negócios, com a criação da subsidiária DuPont Textiles & Interiors e cinco plataformas de crescimento: DuPont Tecnologias - Eletrônica e Comunicação; DuPont Materiais de Performance; DuPont Tecnologias - Cor e Revestimento; DuPont Segurança e Proteção; DuPont Agricultura e Nutrição. E, dando continuidade a este processo de reestruturação, a DuPont Performance Coatings adquire o controle integral da Renner DuPont.
2003
É anunciada a aliança global entre a DuPont Protein Technologies e a Bunge, dando início às operações da joint-venture Solae Company. A DuPont Textiles & Interiors adquire o controle integral da Fibra DuPont, antiga joint-venture com o Grupo Vicunha.
2004
A DuPont vende a INVISTA, subsidiária que produz fibras têxteis para a Koch Industries. Neste ano foi anunciada a reestruturação e regionalização de suas atividades, assim, o Brasil passa a integrar a DuPont América Latina. Ricardo Vellutini é nomeado presidente da DuPont do Brasil e o Eduardo Wanick, presidente da América Latina. O Sistema Bax®, diagnóstico com base na análise genética de dados, desenvolvido pela DuPont Qualicon, é aprovado pelo Ministério da Agricultura como método oficial para detectar a bactéria Salmonella em amostras de alimentos, água e meio ambiente.