A nova realidade econômica resultante da recessão global vai mudar permanentemente o cenário dos negócios. “Embora seja difícil prever quando a economia global vai se recuperar da atual recessão, o novo cenário forçará as principais indústrias a mudar permanentemente o modo como operam”, disse Richard C. Olson, vice-presidente e gerente geral da DuPont Titanium Technologies em uma conferência global voltada para o setor de dióxido de titânio. A DuPont é a maior fabricante de dióxido de titânio, um pigmento branco usado extensamente em revestimentos, plásticos e papel.
Em um discurso no TiO2 2009, promovido pela Intertech Pira, Olson afirmou que, durante a recessão econômica, a indústria de dióxido de titânio deve operar mais cautelosamente, mantendo os estoques em níveis suficientes apenas para atender às necessidades dos clientes, avaliando detalhadamente todas as despesas de capital e evitando investimentos em mais capacidade de produção sem alguma certeza de retorno razoável.
“No longo prazo, a indústria deve emergir da recessão mais enxuta, mais bem sintonizada com as necessidades dos clientes e mais capaz de satisfazer à demanda com o modelo just-in-time de fornecimento”, acrescenta Olson. “Pode parecer que o TiO2 está na ponta extrema da cadeia de suprimentos de bens de consumidor, mas em tempos de adversidade, quando as pessoas deixam de comprar carros, tintas para casa e máquinas de lavar, podemos de repente nos deparar com um estoque improdutivo. Isso tem que mudar.”
A indústria de dióxido de titânio é amplamente considerada um negócio que aponta tendências porque está atrelada aos segmentos de construção e automotivo bem como a diversos bens de consumo como eletrodomésticos.
De acordo com Olson, a DuPont está estudando diversos indicadores macroeconômicos e índices cíclicos que podem antecipar pontos de inflexão nos fluxos de negócio, incluindo despesas em projetos de infra-estrutura derivados dos pacotes de estímulo lançados por muitos governos em todo o mundo.