Sustentabilidade e Protocolo de Montreal movimentam retrofit* nas empresas brasileiras
Alba, Atac-Trein e DuPont Camaçari registram casos bem sucedidos envolvendo a eliminação de CFCs e HCFCs de sistemas de refrigeração
Retrofit contribui para adequação às exigências de sustentabilidade, ajuda a preservar camada de ozônio e permite prolongar vida de equipamentos antigos
São Paulo – A Divisão Fluidos Refrigerantes da DuPont do Brasil segue focada numa estratégia de negócios que busca antecipar a eliminação de substâncias danosas à camada de ozônio. A medida também é parte de uma ofensiva global da companhia em torno de sua linha ISCEON™, formada por refrigerantes ambientalmente aceitos. Em decorrência dos esforços da companhia, várias empresas brasileiras partiram para a prática do retrofit*, com aplicações técnicas distintas, mas, igualmente, em busca de práticas adequadas de sustentabilidade ambiental.
De acordo com o gerente de negócios da DuPont para a América Latina, Maurício Xavier, entre 2007 e 2008 ocorreram no Brasil centenas de operações de retrofit com emprego de fluidos refrigerantes da linha ISCEON™. Os compostos que levam esta marca, segundo o executivo, são de fácil utilização, não degradam a camada de ozônio e agregam excelente relação custo-benefício à substituição dos CFCs e HCFCs.
A própria DuPont promoveu no ano passado uma operação de retrofit em sua unidade industrial de Camaçari, na Bahia, com a substituição do R-12 pelo ISCEON™ 39TC, em máquinas da marca “Sulzer” que estão em operação há mais de 19 anos e funcionam como refrigeradoras de processos produtivos. “Teríamos uma despesa da ordem de US$ 2,5 milhões se instalássemos equipamentos novos, enquanto o custo do retrofit não consumiu nem 10% desse valor”, salienta Ana Beatriz Nascimento, engenheira da DuPont. Segundo ela, a operação conferiu “pelo menos mais dez anos de vida útil” aos equipamentos, além de melhorar seu desempenho.
Já a Atac-Trein, presente entre as melhores empresas do Brasil na área de prestação de serviços em ar condicionado e refrigeração, relata um caso de sucesso de retrofit que executou para seu cliente CPOS – Companhia Paulista de Obras e Serviços, gigante do setor de construção −, num condicionador de ar tipo centrífuga que teve o R-12 substituído pelo refrigerante ISCEON™ 39TC. “Trabalhamos sempre voltados para reduzir emissões, por isso recomendamos operações como a que realizamos com a CPOS”, comenta Carlos Lopes Spinosa, diretor da Atac-Trein.
Spinosa diz ainda que sem contar os benefícios ambientais obtidos com a experiência, houve uma economia da ordem de 10% na carga de ISCEON™ empregada, em comparação ao R-12 ou CFC-12 que foi removido. “O retrofit foi rápido e não requereu nem sequer a limpeza do sistema ou sua desmontagem para troca de vedações, anéis etc. Nós vamos estender essa experiência a outros clientes”, afirma o diretor.
Outra empresa referenciada da área de manutenção, a Alba − descendente da Westinghouse, onde começou a carreira de Alberto Barros, hoje principal executivo da Alba – também trata de difundir o êxito de uma operação de retrofit, “com objetivo de estender a prática ao mercado”, segundo Barros. Ele comandou nos últimos meses o retrofit de uma centrífuga Westinghouse, na qual o R-12 foi trocado pelo ISCEON™ 39TC. “Carimbamos definitivamente nosso passaporte para a era da sustentabilidade”, comemora. “Ao mesmo tempo, encontramos uma solução técnica de ponta para a troca do R-12 em chiller com ‘evaporador inundado”, atesta Barros.
Barros destaca também que ISCEON™ 39TC mostrou-se um produto “capaz de resgatar a confiabilidade no equipamento”. “Hoje em dia, a qualidade de equipamentos fabricados originalmente para uso com CFCs, como o R-12, está seriamente comprometida por causa da baixa disponibilidade de fluidos com qualidade no mercado. Por isso, recomendamos seguramente a utilização do ISCEON™ 39TC”, finaliza.
Segundo a direção da DuPont, os refrigerantes ISCEON™ constituem hoje a melhor solução disponível para adequar os equipamentos de refrigeração e condicionamento de ar às exigências do Protocolo de Montreal − documento celebrado mundialmente, em 1989, que prevê prazos para a descontinuidade da produção e do uso de substâncias que destroem a camada de ozônio.